11 dezembro 2007

Nizclau e a Formiguinha [Capítulo V]

- Fique no jardim, Nizclaudinho, a mãe de Clovinho já ligou avisando que vem buscar você.
Nizclau sentou, colocou a mochila no chão e se distraía olhando uma borboleta voando quando ouviu seu nome:
- Nizclau!! Aqui embaixo, aqui no chão!
Nizclaudinho ficou paralisado. Não podia acreditar, era ela! Era a Formiguinha que ele tanto havia procurado!! Não sabia o que fazer.
A Formiguinha se aproximava lentamente da sua mão e foi subindo pelo seu polegar. Quando alcançou o dorso da mão, parou. Em seguida, Nizclau levantou a mão vagarosamente até a altura dos olhos e falou atônito:
- Então você fala de verdade??
- Claro que eu falo, todas as formigas falam!
- Eu nunca ouvi formiguinhas falando antes.
- Nós falamos sim. Todas as formigas do planeta falam formiguês. Algumas também falam idiomas de humanos, como eu. O que eu não entendo é como você escuta o que a gente fala!
- Mas eu só escuto você! Nunca ouvi outra formiguinha falando!! Formiguês?? Como vocês falam idiomas de humanos? Não tô entendendo nada!
- Formiguês é a nossa língua, assim como existe o elefantês, o gatês, a língua dos ursos e mais um monte de idiomas dos animais do mundo. Como a gente vive perto dos humanos dá pra aprender português porque 112 gerações de formigas há muitos e muitos anos fizeram a gramática do português. E as famílias de formigas migratórias já contaram que é comum que isso aconteça em todos os lugares do mundo.
- Mas vocês falam as línguas dos outros animais?
- Não, a gente sabe pouca coisa de besourês, minhoquês, as línguas dos nossos vizinhos, mas na verdade não nos damos muito bem com eles e vivemos numa situação realmente tensa. A gente aprende a língua dos humanos porque vocês são nossa principal ameaça.
- Você me parece muito esperta pra ser uma Formiguinha!
- Os humanos e sua mania de superioridade. Pois fique sabendo, Nizclau, que eu sou uma formiga experiente, e na nossa contagem do tempo, que é diferente da sua, eu tenho 32 opizens.
- Desculpe, eu não quis te ofender... mas qual é o seu nome?
- Tudo bem, meu nome é Mers Fasù. Mers é o nome do meu clã, no formigueiro todo mundo só me chama de Fasù.
Nizclaudinho ouviu a buzina do carro lá fora e falou:
- Venha comigo conhecer meu amigo Clovinho, ele adora Formiguinhas!
- Não posso, Nizclau, preciso voltar para o formigueiro.
Nizclaudinho colocou Fasù no chão, se despediu e foi fazer o trabalho de Ciências na casa de Clovinho.

25 novembro 2007

Nizclau e a Formiguinha [Capítulo IV]

Quando entrou no seu quarto o telefone começou a tocar. Nizclau correu para atender:
- Alô!
- Oi Nizclau, é Clovinho!
- Clovinho!! Eu queria mesmo falar com você!
- É? Sobre o trabalho de Ciências? Já decidiu qual vai ser sua pesquisa?
- É, quer dizer, não! Não é sobre o trabalho, mas já decidi sobre qual inseto vai ser minha pesquisa.
- E qual vai ser??
- Formiguinha!!!
- Como assim? Você adora matar formiguinhas!!
- Ah Clovinho isso foi antes, escuta o que eu tenho pra te contar.
- Tá, fala logo, então.
- A Formiguinha falou comigo!
- O quê?
- É! Falou comigo, falou meu nome e pediu que eu não a matasse!!
- Ah, Nizclaudinho, você quer tirar onda comigo de novo?! Agora você escuta, eu te liguei porque pensei que você pudesse me ajudar com a minha pesquisa sobre tubarões e, em troca, eu poderia te ajudar com a pesquisa das formiguinhas, já que você decidiu, mas, pelo visto, você não quer falar sério comigo...
- Não, Clovinho, eu tô falando sério, e gostei dessa sua idéia de a gente pesquisar juntos. É verdade, eu tava na árvore daqui de casa, e a Formiguinha falou comigo.
- Tá bom, Nizclau! Quando eu for aí na tua casa, você me apresenta. Vou desligar que meu pai vai me levar pra natação agora.
- Tá bom, Clovinho, mas eu vou te provar! Tchau!
- Tchau!
Nizclau ficou pensativo. Estava confuso. Não sabia se tinha acontecido de verdade. Se contassem algo parecido para ele, também não acreditaria.
Decidiu ir procurar a Formiguinha. No jardim viu uma formiguinha no portão:
- Formiguinha você precisa dizer aos outros que você fala!! Ninguém vai acreditar em mim assim!
A formiguinha continuou andando como se nada tivesse acontecido. Não era ela, pensou. Nizclau andava com o maior cuidado para não pisar em nenhuma formiguinha e falou com muitas, sem obter resposta.
Triste, desistiu de procurar, e achou que devia ter sido uma invenção da sua cabeça.

14 novembro 2007

Nizclau e a Formiguinha [Capítulo III]

No jardim da sua casa, Nizclau costumava subir nas árvores e ficar olhando a rua, lá do alto. Por muito tempo insistira que seu pai o ajudasse a construir uma casa na árvore, mas sempre ficava com a promessa de que nas férias eles fariam uma boa casa na árvore.
Naquela tarde, pensava que julho já estava chegando e que não haveria como seu pai arrumar uma desculpa quando sentiu algo furando seu pé esquerdo.
-Ai ai ai ai ai ai - falou - Ahh, agora vou ser perseguido por formiguinhas, é?? Você vai ver o que eu faço com você!
Quando levantou o pé Nizclau ouviu bem baixinho:
-Não me mate, por favor - em tom de súplica.
Nizclau ficou paralisado, olhou para o chão para ver se algum dos seus amiguinhos tinha ido fazer-lhe uma visita, mas não viu ninguém...
Em seguida a voz continuou:
- Nizclau, Nizclau, por favor não me mate!
Nizclau olhou para o galho da árvore e viu uma pequena formiguinha olhando pra ele:
- Como você sabe meu nome?? ele perguntou.
- Ora Nizclau, eu moro no jardim da sua casa, já escutei seu nome várias vezes!!
-Aaaaah como assim?? Formiguinhas não falam!!! Não falam! Eu tô ficando maluco-doido??
E desceu rápido, machucando o joelho no último pulo. Nem olhou para a formiguinha que chamava
Nizclaaaaaaau, Nizclaaaaau.

13 novembro 2007

Nizclau e a Formiguinha [Capítulo II]

Na manhã seguinte Nizclau resolveu conversar com tia Valéria na escola. Não achava justo que todos os seus coleguinhas - inclusive seu melhor amigo, Clóvis - fossem fazer trabalhos sobre os animais vertebrados e a ele coubesse uma pesquisa sobre insetos.
Eu poderia fazer um bom trabalho sobre peixes - pensava ele.
Tia Valéria, contudo, discordou e manteve sua posição argumentando que ele se comportara mal no dia anterior e, além do mais, dizia ela, falar de um inseto não há de ser tão ruim assim... É você, Nizclau, quem vai escolher o inseto. Seus coleguinhas não tiveram essa chance, eu designei o animal que cada um pesquisará.
Nizclau não havia desistido de convencer tia Valéria a mudar de idéia, mas achou que insistir, naquele momento, não ia adiantar.
Foi sentar no pátio, ao lado de Clóvis, que olhava para o chão. Parece triste, pensou Nizclau.
- Cuidado! - Clovinho gritou.
Nizclau se assustou e deu um pulo para trás.
- O que aconteceu?? - perguntou.
- Você ia pisar na formiguinha!!
- Ah, Clovinho, uma formiguinha?! - disse e sentou-se.
- Uma formiguinha, sim, Nizclau! Você não ia gostar que aparecesse um gigante e te pisoteasse até a morte.
- Nunca ouvi dizer que tem gigantes por aqui, Clovinho, e as formiguinhas tão acostumadas com essa vida. No jornal do formigueiro já nem colocam mais casos de morte por pisoteamento humano!!
Clovis, pareceu ofendido, mas Nizclau gostava da brincadeira e continuou:
- Além disso, duvido que você nunca tenha matado uma formiguinha!

12 novembro 2007

Nizclau e a Formiguinha [Capítulo I]

Era uma vez um menino muito esperto e corajoso chamado Nizclau. Todos os dias Nizclau ia à escola e contava histórias aos seus coleguinhas.
Quando chegava em casa, após a aula, Nizclau corria para o aquário para alimentar seus peixinhos. Passava longos minutos admirando os peixinhos nadando, até que sua mãe dizia:
- Venha almoçar, Nizclaudinho!
E ele então esperava o beijinho que ganhava todos os dias, depois de lavar as mãos, e ia contar o que havia feito na escola.
Contou que na aula de Ciências, Tia Valéria, sua professora preferida, havia falado sobre animais e perguntou quais bichinhos de estimação Nizclau tinha em casa. E ele prontamente respondeu:
- Jacaré, Gorila e Passarinho, tia Valéria. A narrativa foi logo interrompida pela mãe:
- Nizclaudinho, meu filho, que você tenha colocado esses nomes nos seus peixinhos eu entendo, que você brinque com seus amiguinhos com isso eu também acho natural, mas com a professora, meu filho?
Nizclau, contudo, não entendia porque sua mãe o recriminava. Havia se divertido quando a tia falou que se referiu aos animais que ele possuía em casa, e não aos bichinhos do zoológico...
Quando insistiu que os mantinha em casa e tentou explicar que eram seus peixinhos, a tia tomada de súbito, resolveu castigá-lo e mandou-lhe que fizesse um trabalho sobre os insetos, que escolhesse um a fim de que fizesse um estudo detalhado.

29 outubro 2007

Eu ia falar sobre confiança.

Aí pensei melhor e decidi falar sobre respeito, mas tão logo olhei para o teclado, pensei: e agora que eu só sei falar de amor?

13 setembro 2007

Elo

Este blog nunca foi tão pessoal como vai ser a partir de agora. Ou talvez só seja agora e eu volte à pretensa impessoalidade nas postagens seguintes. Isso não importa. O que importa é o que eu quero dizer agora. E o que eu vou dizer agora é o que eu sinto. Eu sinto algo que eu achei que não existia de verdade. Algo que parecia ter dado as costas pra mim. Um sentimento cheio de defensores ao redor do planeta. Um sentimento que se apossou de mim com uma propriedade assustadora, até. Um sentimento que me eleva, que traduz o que há de positivo pra se viver.

Tá, eu não estou escrevendo como antes e tá na cara que eu tô falando do amor. Mas não do amor abstrato tão evocado em dia dos namorados. Eu tô falando do amor que eu sinto. Amor que é meu. Não tô falando de amor descartável e superficial. Eu tenho horror a isso. Eu tô falando de olhar, de tocar, de sentir. E não me venham com essa de que o amor completa, que, absolutamente, não é disso que eu falo. Eu falo de um amor para duas pessoas. Duas vidas [completas] que se vêem diante dele. O ponto em comum. O elo. E a razão de estar falando sobre amor, hoje, é só uma: ele.



04 agosto 2007

Para a saudade

Não sei por que te deram um nome tão bonito. Não mereces. Deviam ter te chamado de inconveniência. Te serviria como uma luva. Não conheço uma pessoa que goste de ti. És desprezível. E sabendo que não agradas, continuas a importunar as pessoas, independentemente de onde estejam. Eu sei que não adianta nada te contar essas verdades, mas eu faço questão!
E acho que a única coisa que salva tua existência é que quando estás assustadoramente insuportável, em alguns casos é possível que tu desapareças com a mesma rapidez com que te fazes presente...
Mas nem assim satisfazes! Só a lembrança de que, irremediavelmente, voltarás já é um tormento.
Preste atenção no que digo, só desta vez: Arrume suas malas sorrateiramente. Apague todos os vestígios de sua lamentável existência e vá. Não deixe carta de despedida, nem o seu endereço de destino. Não quero saber. Quero te ver longe de mim. Aliás não quero mais te ver. Nem sentir.

Fau

22 julho 2007

Fora do ar

Por tempo indeterminado.

Reclamações? Provoque o Estado.
Ah, você deve precisar de um advogado pra isso.

Sem mais.

30 junho 2007

Esquisitice

Sabe que eu acho engraçado como as pessoas se chocam quando eu falo que eu não quero casar nem ter filhos? E é engraçado porque devem me imaginar velhinha e solitária numa cadeira de balanço sem ter um netinho pra me fazer companhia hahaha eu não penso assim. O fato de eu não querer me casar não significa que eu não possa namorar e ter amigos!! Eu simplesmente não quero me casar porque eu não acho que eu vá encontrar um homem que queira passar a vida inteira comigo aguentando as minhas imperfeições e, acima de tudo, me respeitando. Até porque as pessoas mudam muito durante a vida, de modo que hoje eu não posso dizer se daqui a 20 anos eu vou estar trabalhando com Direito, ou gostando do mesmo tipo de filme que eu gosto hoje... Como eu vou saber que eu vou estar com a mesma pessoa até que a morte nos separe?? Tudo bem que eu não vou mudar sozinha e a pessoa que, supostamente, estiver comigo também vai mudar. O que torna as coisas ainda mais difíceis. Veja bem, o que pode me fazer pensar que depois de nós dois vivermos nos modificando, estaremos num consenso como o que parecia indestrutível no início da relação?? Tá, pode me chamar de imatura e pode falar que quando chegar a hora certa eu vou saber e vou querer casar. E isso me lembra uma coisa que não tem nada a ver, mas tem tudo a ver: o simples fato de eu não beber bebida alcoolica faz várias pessoas que bebem me falarem que é uma questão de tempo até que eu passe a apreciar tais bebidas, como se fosse a ordem natural das coisas ¬¬ Tá, eu não digo que eu não vá mudar de opinião, também não digo que vou, ou seja, não há como prever o futuro, não há como falar em constância. Mas voltando à questão central, eu acreditei em Renato Russo quando ele disse que "o pra sempre, sempre acaba". E casar pra depois separar não faz o menor sentido pra mim: melhor não casar =P pra mim casamento não é testar pra ver se dar certo, casamento se configura por uma união legítima entre duas pessoas - não necessariamente homem e mulher, eu acrescentaria - e tem pretensões de perenidade. Não que eu ache que se deva insistir em um casamento no qual nenhuma das partes se sente bem com a situação. Aaah cansei de tentar explicar essas loucuras que eu penso!

27 junho 2007

Fauzinha(s)

Eu sei que é clichê quando nasce um bebê na família todo mundo ficar conjecturando a respeito das semelhanças físicas do rebento, mas eu nem ligo [às vezes os clichês têm sua razão de existirem, como clichês, até]. Fato é que eu estive a vasculhar os antigos álbuns de fotos aqui em casa, do tempo em que eu era a novidade haha e me deparei com este bebê da foto... Fauzinha em janeiro de 1987. Uma criança serena e tranquila.

Pude então constatar que Júlia, minha sobrinha, num herdou da tia nem uma sardinha na bochecha =// Tá, eu consigo superar, quem sabe ela vai puxar a mim em alguma virtude?! Num pode é ser herdeira das minhas manias, já pensou?! Nãããão, vou nem cogitar isso =P

Mas talvez, quando ela tiver maior, alguma semelhança física se revele, e aí a foto padrão/comparação deve mudar para esta outra Fauzinha, de janeiro de 1990.

HAHAHAHA desta pode rir, porque até eu ri da minha careta pro sol =P Foi pouco depois disso que ele resolveu cortar relações comigo, ainda tentei insistir, aguentei uma insolação por causa dele anos mais tarde, e mesmo assim ele teima em ficar intrigado comigo. Não sei nem mais o que fazer. Mas se é assim tãão difícil conviver com esta alva figura que vos fala, eu aceito a clausura diurna, já que a noite me ampara.
Quando eu era criança já cheguei a pensar em colocar o nome de Álvaro num filho que eu viesse a ter, mas nessa época eu não sabia nada de genética [saber mesmo, eu ainda não sei, não, mas dá pra entender aquela paradinha dos cromossomos, alelos e aquelas coisas todas que a gente tem que estudar de biologia pra passar no vestibular =P] e nem me passava pela cabeça que a coloração da pele do pequeno Álvaro dependeria também do pai dele hahahahaha
Mas como eu já mudei totalmente o rumo do post não vou continuar acompanhando o crescimento de Fauzinha mais, não. Ela (eu?) é muito mais doce e meiga assim, aos 3 aninhos.

22 junho 2007

"eu não vim pra explicar"

- E aí quando você vai postar de novo no blog?
- Daqui pro ano que vem eu posto
- Não! Escreve nesse final de semana!
- Então sugere alguma coisa
- Fala da faculdade
- Hum... sem graça
- Fala do professor de penal
- Vou, fique esperando ¬¬
- Ah num sei
- Ihhh, tu consegue ser mais indeciso que eu
- Mas eu sou mesmo... Fala de você
- Ah não, muito desinteressante, ninguém vai ler
- Eu vou, filha
- Sério, num presta falar de mim, não, filho!
- Conta uma daquelas histórias que têm você como personagem
- Vou pensar


P.S.1: Serviu?? =)
P.S.2: Eu tô me perguntando como você vai ler se ainda tá no pré e aprendeu as vogais nesta semana hahaha [foi mal, mas eu num podia perder a chance, né?]
P.S.3 [a quem não entendeu nada]: não, não foi uma conversa de msn. E outra, dá uma olhada no título =PPPP

18 junho 2007

E...

...desde as 12:03 de 14 de Junho de 2007 eu sou tia =D

26 maio 2007

A resposta d'Ela

Fau,

É com imenso pesar que eu venho dizer que me senti absurdamente ultrajada com suas palavras. Não que eu esperasse uma postura polida da sua parte (até porque não somos nem um pouco parecidas). O que me moveu a responder às suas ofensas, porém, foi a minha obrigação de te assegurar que existo. E o faço de modo muito simples: não sou a causa maior de todas as suas frustrações, minha cara, a responsável pelas suas desventuras – se não for você mesma, claro – só pode ser a
expectativa
. Ela sim, faz você acreditar em sentimentos fugazes e pretensas verdades. Ela sim, se apodera das suas idéias. E não eu que, sorrateiramente, vivo em parcos lugares deste planeta (você deve saber que não sou afeita à ostentação). Ela que, desde a mais tenra idade, é alimentada por você. E não eu que, perdoe minha honestidade, nunca estive tão longe de você, ó pobre mortal.
Sem mais, por ora.

Tenho mais com o que me ocupar.

Ass: Perfeição

Ps:eu não preciso de 'ps', já falei tudo que eu queria! =X

22 maio 2007

Nunca

Tem muita gente por aí - eu digo muita gente, mas eu nunca fiz uma pesquisa estatística =P - que vive repetindo nunca diga nunca. Como eu não dou ouvidos a tudo que escuto, resolvi escrever sobre o nunca, mas como também não desprezo tudo o que eu escuto vou "respeitar" o clichê e falar de coisas no passado =D

Por exemplo, eu nunca quebrei um braço, ou tive um peixinho de estimação.
Nunca fiquei bêbada, nunca matei ninguém, nunca traí namorado.
Eu nunca gostei de cavaleiros do zodíaco, nunca quis dançar balé, nunca tomei suco de melão. Nunca acampei e nunca fiz um filme.
Nunca tive o quarto pintado de rosa.
Nunca toquei violino, nunca ganhei rifa, sorteio ou algo parecido.
Eu nunca telefonei pra polícia, nunca vi disco voador nem estrela cadente.
Nunca assisti a um jogo de futebol no estádio, nunca saltei de pára-quedas, nunca tive festa surpresa.
Nunca pintei o cabelo, nunca tive casa na árvore e nunca dancei tango.
Nunca ajudei uma velhinha a atravessar a rua e nunca tive talento pra cantar.
Nunca comi acarajé, nunca escalei montanha e nunca...

Olhando nesta perspectiva parece que eu deixei de fazer tanta coisa...
Mas tem várias coisas aí em cima que eu pretendo nunca fazer hahaha

20 maio 2007

Sorte do dia

É o orkut que diz:

Venda as suas idéias – elas são completamente aceitáveis

E aí, alguém está disposto a comprar minhas idéias?? ¬¬

18 maio 2007

Ela

Faz tempo que eu quero falar dela. Até já pincelei o assunto em um dos posts anteriores, mas não disse tudo que queria, ou tudo que penso a respeito dela. E por falar nisso não tenho respeito por ela. É impertinente, digo, nem isso poderia ser, porque simplesmente não existe. E o afirmo categoricamente. As pessoas adoram invocá-la. Pura perda de tempo. Não há nada mais ilusório que a própria. É assim, quando você começa a acreditar que ela existe de fato, acaba levando uma rasteira. Percebe que seu "tempo de vida" é aquele suficiente até que você descubra que ela não existe. Talvez seja só uma palavra bonita. Ou então nem isso. Em pouco tempo - pelo menos isso - a ilusão te abandona e a infeliz se revela. Era a peste da perfeição.

16 maio 2007

Carta para você

Minhas estimas,

O post de hoje é especial, dedicado a você. E minha intenção nesse momento é falar de algo diferente e que de fato faça você se interessar e ler até o fim. O mais indicado nesse sentido seria falar de você, o que, eu diria, não seria exato =P Falar de mim seria, por conseguinte, o menos indicado. Então devo escolher algo que esteja entre nós. Aí pensei numa música que eu acho linda de Damien Rice, 'Delicate'. Mas eu não sei se você gosta, então meu esforço em manter você interessado nessas linhas desinteressantes seria em vão. A partir daí descartei todas as possibilidades referentes a filmes, livros, lugares etc. E percebi que meu texto ficaria o mais desinteressante que eu poderia escrever. E vou dizer o único motivo que evitou que eu deletasse este texto medíocre: saber o que você tem a dizer. E não se trata de mendigar comentários, mas se esta for sua opinião sinta-se a vontade em revelá-la. O fato é que eu sei que você lê o que eu escrevo aqui, mas o que eu não sei é por que você não se manifesta aqui!


Atenciosamente,

Fau

08 abril 2007

"...hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos..."

Este texto bem que poderia ser uma continuação do "Crianças são surpreendentes". Mas não é. Não é, porque o foco é totalmente diferente. E poderia ser porque começa na fase após a infância.

Durante a chamada pré-adolescência as pessoas [não me excluo, apenas acho que em terceira pessoa vai ficar melhor=D] desenvolvem uma certa aversão aos pais. É como se a presença deles perante os amigos significasse a ruína da imagem de independência que se quer passar para os companheiros.

Eu já passei dessa fase. Faz um tempinho, até. Não tenho problema algum em "ser vista" [soa até engraçado agora] com meus pais. Aos 20 anos eu consigo enxergar meus pais de uma maneira diferente. Afinal, são eles que sabem quem eu sou, e são eles quem, de fato, vai estar ao meu lado - independentemente do que aconteça. E eu posso ver boa parte do que eu sou no que eles me ensinaram.

Hoje, eu consigo enxergar as pessoas mais velhas com admiração. E respeito. Porque chega um momento na vida em que as palavras das pessoas mais velhas não são escutadas como uma obrigação, por uma criança desatenta. Elas soam como lições de experiência, e são ouvidas por um jovem curioso.

E foi por ouvir tais lições que me motivei a escrever este texto.

Ouvir minha tia-avó, aos 72 anos, dizer que a vida dura um minuto, me fez perceber quantos preciosos segundos eu perco reclamando. Quantas queixas insensatas eu já me fiz - a aos outros-, quantas maravilhas a vida proporciona e eu desperdiço ou não dou o devido valor.
Ouvi-la dizer que a gente não tem a chance de passar a vida a limpo não foram coisas que eu nunca escutei, mas só desta vez eu ouvi.
E eu me senti idiota de um dia ter sido aquela pré-adolescente à que me referi no início do post.
Ouvi-la me fez peceber que eu não tenho que ser perfeita, eu tenho que tentar acertar - os erros existem, a gente só não deve mantê-los vivos por muito tempo.
Porque a perfeição é traiçoeira. Quando alguém te diz "você é perfeito" acaba de destruir a relação. E a minha justificativa pra isso é simples. Se você é perfeito, ao sinal do primeiro e ínfimo defeito você "se mostra" outra pessoa. Uma criatura diversa da que despertara tanta admiração.

E na pressa em que a vida passa a certeza é de que não há um sempre, mas um hoje.


;* tia Lúcia.

24 março 2007

Desabafo

Final de período. Ainda faltam duas provas [na melhor das hipóteses hehe] até que eu fique de férias, mas de certo modo acho que já dá pra fazer um balanço. Não do primeiro período como um todo, mas de uma lição específica.

Quando as aulas começaram eu esperava que a disciplina de Sociologia fosse realmente interessante. E é. O professor é que frustrou muitas das minhas expectativas em relação à cadeira com suas atitudes tão peculiares.

Com uma "postura acadêmica" tão arrogante e ao mesmo tempo demonstrando um sentimento de frustração. Uma dificuldade em ouvir opiniões distintas da sua [tão discordante de seu homônimo ateniense]. É impressionante como um professor pode fazer seus alunos desprezarem-no.

Talvez quem leia este texto não entenda minha posição. E pense "No primeiro período de direito e julgando o professor!! Deve ter se dado mal e agora está querendo arranjar alguém pra culpar". A quem pensar assim vou dizer só uma coisa: depois de uma correção duvidável da primeira avaliação, na qual boa parte da turma teve resultados incoerentes com o estudo realizado, o professor propôs um seminário, valendo dois pontos na segunda prova "pra tirar alguns do inferno".

Definitivamente agora me sinto aliviada por ter me livrado de ter que conviver com tão medíocre figura.

E quanto à lição a que me referi no início do post...
É horrível ficar à mercê de pessoas repugnantes, mas é preciso aprender a lidar com elas. Se dizem que o inferno está cheio delas, esta dimensão não fica muito atrás, não!

02 fevereiro 2007

Crianças são surpreendentes

Eu não pretendo ter filhos, mas a razão desse post não é discorrer a este respeito! A intenção é falar de crianças, apenas. Eu comecei falando que não pretendo ter filhos porque muita gente associa o fato de ter filhos ou não ao fato de gostar ou não de crianças, o que não faz sentido pra mim, já que ter filhos não significa que eles serão crianças a vida toda!! E eu gosto de crianças [algumas hehe]. Isso aqui já tá começando a ficar confuso, então vou dizer a que vim!
O que me move a pensar em crianças é a futura chegada da minha sobrinha [a partir de junho ou julho haverá uma pessoa no mundo com o direito de me chamar de tia] Júlia. Não, tabém não vou falar do besteirol machista de "ficar pra titia". ¬¬

A questão é que as crianças, de um modo geral, exercem um controle impressionante sobre os adultos, e todos dizem que é o contrário! E quando perguntam sobre um bebê a resposta é recorrente: "Ah, a Rafinha é tão sabida!!" [logo, eu cheguei à conclusão empírica de que todos os bebês são espertos, pelo menos na perspectiva dos seus pais =P]
Vou contar umas coisinhas que deixam os pais sem reação:

1. Carlinhos é um menino de 2,5 ou 3 anos que foi andar com seu pai pelo centro do Recife num dia muito quente. A certa altura Carlinhos reclama da sede e seu pai prontamente pára numa lanchonete para comprar uma garrafa de água - é possível que se o passeio de Carlinhos tivesse sido com a mãe ela teria levado água na bolsa. Mas continuando, Carlinhos bebe a água com uma satisfação visível, em meio aos goles olha para seu pai e pergunta [fala reproduzida sem alterações]:
- ô painho, comé que os pessoal faz água??

2. Guilherme, aos 5 anos é um menino atento e educado. Depois de ouvir de sua mãe que seu avô faleceu, Guilherme faz questão de ir ao velório, sem entender muito bem. Nessas circunstâncias sua mãe concorda sem maiores considerações. No cemitério, Guilherme chama sua mãe no cantinho e pergunta:
- ô mainha, tu num falou que vovô foi pro céu?? Como é que ele tá deitado ali?

3. Roberta nunca tinha viajado de avião, mas naquelas férias, aos 4 anos passaria as férias longe de casa na companhia dos pais. Dentro do avião, estava um pouco ansiosa, mas seu comportamento não poderia ser melhor. Após cerca de meia hora de vôo a pequena chama seu pai, apontando para a janela e contesta:
- Esse avião não tá voando não, painho!
Seu pai, atencioso, responde:
- Claro que está, filha - e é interrompido pela menina que completa:
- Como, se ele não tá batendo as asas??

Faz algum tempo, mas eu não esqueço! Um dia, andando pela praça de alimentação de algum shopping, vi um menino que devia ter uns dois ou três anos [não sei calcular a idade de criaças, num tenho muita noção, mas enfim] ele andava a 2 ou 3 passos à minha frente. Tinha um sorvete parcialmente derretido nas mãos, e digo no plural porque ele segurava o sorvete com uma das mãos e a outra estava completamente lambuzada. Andei um pouco mais rápido para ultrapassá-los [o menino e seus pais] e quando passei ele me encarou, lambeu a mão "livre" correu até o meu lado e limpou a mão na minha calça!!! A mãe dele ficou visivelmente constrangida, o pai parecia não entender o que aconteceu! Mas nenhum dos dois falou nada.
Agora que deu vontade de dar um cascudinho de leve, aaaaah deu!! [vou mentir??! haha]

Há alguns dias eu comentava com a minha irmã que nós acreditávamos que Xuxa ia apresentar o Xou da Xuxa usando a nave como meio de transporte! hahaha [bons tempos!!]

01 fevereiro 2007

Dúvida

Por que, nos filmes, novelas, seriados etc. quando alguém tá doente dizem que a pessoa precisa de um médico, mas quando se trata de uma questão jurídica sempre - é sempre mesmo! - dizem que a pessoa precisa de um bom advogado??
Dizer simplesmente advogado é sinônimo de mau advogado??

28 janeiro 2007

Simples assim!

"A espécie de felicidade de que preciso não é tanto a de fazer o que eu quero, mas a de não fazer o que eu não quero."

Jean Jaques Rousseau

13 janeiro 2007

Pasárgada

Eu até pensei em ir-me embora pra Pasárgada, mas lá não deve ter fichamento pra fazer...
Deve ser muito chato! ¬¬

E quando dizem que a faculdade muda as pessoas ninguém acredita!!
É só reparar no nível dos meus posts aqui desde que as aulas começaram.

03 janeiro 2007

Feliz Ano Novo!

Nessa época de final de um ano/início do outro as pessoas aproveitam para escrever em seus blogs/flogs balanços sobre o ano que passou e/ou expectativas/desejos para o ano seguinte. Eu não quero ser A diferente por não fazer isso, não. O fato é que eu tenho tantas coisas para escrever/ler nesses dias de recesso em que todo mundo tá indo pra praia, que eu tô sem ânimo de vir escrever aqui¬¬.

De todo jeito, um excelente 2007 para quem passa por aqui, e para que não passa também... por que não? =)