04 agosto 2007

Para a saudade

Não sei por que te deram um nome tão bonito. Não mereces. Deviam ter te chamado de inconveniência. Te serviria como uma luva. Não conheço uma pessoa que goste de ti. És desprezível. E sabendo que não agradas, continuas a importunar as pessoas, independentemente de onde estejam. Eu sei que não adianta nada te contar essas verdades, mas eu faço questão!
E acho que a única coisa que salva tua existência é que quando estás assustadoramente insuportável, em alguns casos é possível que tu desapareças com a mesma rapidez com que te fazes presente...
Mas nem assim satisfazes! Só a lembrança de que, irremediavelmente, voltarás já é um tormento.
Preste atenção no que digo, só desta vez: Arrume suas malas sorrateiramente. Apague todos os vestígios de sua lamentável existência e vá. Não deixe carta de despedida, nem o seu endereço de destino. Não quero saber. Quero te ver longe de mim. Aliás não quero mais te ver. Nem sentir.

Fau