[Qualquer tipo de semelhança com a realidade pode ser/é mera coincidência]
22 julho 2012
13 junho 2012
26 maio 2012
18 maio 2012
Saudosismo
Eu fui uma criança feliz - tive quase todos os brinquedos de menina - e alguns de menino, também - que aparecem aqui:
Brinquedos Antigos
Brinquedos Antigos
17 maio 2012
Futuro
Essa vida de estudar para concursos é no mínimo enlouquecedora - é, esqueci de avisar, mesma ladainha dos últimos tempos, mas se estás lendo é porque queres. O fato é que não se tem tempo. O tempo que se tem, e que parece infindável para as pessoas que nunca estudaram para concurso - vestibular não vale! - é totalmente direcionado para uma atividade exclusiva: estudar. Só que como são pessoas e não máquinas que estudam, de modo geral, o aproveitamento do estudo não se mantém constante durante as seguidas horas do dia, ou durante os dias da semana. Como tem tempo para estudar, o concurseiro, a pessoa que estuda para concursos acaba por ter alguns momentos mais propensos a reflexões - principalmente sobre a sua vida, nas três dimensões temporais: passado, presente e futuro, e nesta última com mais afinco e insegurança.
A questão é que me peguei viajando nisso no meio de uma vídeo-aula de direito previdenciário. E fiquei pensando: será que algum dia eu vou ser realizada com o meu trabalho? E eu falo realizada no sentido de satisfeita com o trabalho que desempenho, satisfeita quase orgulhosa. Não tou falando de status, de ocupar um supercargo de autoridade pública, nada disso. Falo da sensação de esforço recompensado, de cumprir o seu dever. E então me pergunto: eu tenho vocação pra quê? Não consigo encontrar uma carreira jurídica, ou não-jurídica, que acelere as batidas do meu coração, que me faça querer chegar lá de todo jeito, não! É como se qualquer função que eu venha a desempenhar se resuma a um feixe de tarefas que precisam ser concluídas. E aí percebi que isso não traz realização. Então fiquei desestimulada para estudar e prestar um concurso de uma carreira que eu não escolhi, mas a que fui levada a fazer por circustâncias de tempo e espaço. E agora estou angustiada achando que não vou encontrar nada que me satisfaça plenamente nesta vida.
14 maio 2012
Sem pé nem cabeça
Se tem uma coisa que eu queria que fosse minha principal característica é a serenidade. Queria que me definisse, que todos que eu conheço me reconhecessem através dela. Mas isso nunca esteve tão longe de acontecer. Eu sou impaciente, abuso-me facilmente, chateio-me mais ainda. Sou ansiosa, imediatista, teimosa, odeio ser contrariada - e quem gosta? Veja bem, não sou chata, sou bastante agradável - nas CNTP, devo advertir =P Eu nunca tenho culpa de nada - de errado ou ruim, claro!
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Então, sabe quando você estão tão estressado que só consegue ver as coisas pelo lado negativo? Eu tava meio assim. É que tudo tem dois lados - pelo menos - então você pode escolher qual vai ser o lado mais relevante para você. O problema é que quando a gente está impaciente, só importa o lado ruim, o trabalho que vai dar, o tempo que vou perder mimimimi... Mas quando a gente consegue ajustar o foco, desembaçar a vista e deixar tudo mais claro, a equação é bem simples: por que não escolher o lado positivo, simplesmente? Se as coisas têm que ser feitas, melhor aproveitar algo no meio do caminho a ficar resmungando e se queixando feito um velho rabugento. Engraçado eu falar isso, acho que se qualquer pessoa da minha convivência atual fosse ler este texto duvidaria da autoria. Claro! Eu estou própria jovem rabugenta. Impaciente. Irritadiça. Não, amigo, tpm não dura o mês inteiro - ou pior, meses a fio. O fato é que às vezes é meio complicado parar um pouco, calibrar o discernimento e ver as coisas com mais clareza. Espero que o que estou sentindo não seja só um lampejo... que seja duradouro.
É que eu estou estudando pra concurso - não digo que sou concurseira, eu não sou isso, eu estou estudando para fazer umas provas de concurso, é temporário! - e isso é beeem mais estressante do que pode parecer - viu que não é culpa minha? A pessoa estuda, mas os outros pensam que é só uma desocupada que pode fazer qualquer coisa a qualquer hora, afinal, só tá estudando! Tá, já comecei a resmungar!
05 maio 2012
Crueldade
Eu acho impressionante como as pessoas conseguem ser cruéis. Acabei de assistir ao filme Jean Charles, que conta a história de um eletricista de uma cidadezinha de Minas Gerais, que foi trabalhar em Londres e acabou sendo executado dentro do metrô porque foi confundido com um terrorista. Os policiais britânicos que assassinaram o rapaz fizeram isso porque em países que lidam com o terrorismo, digamos assim, se admite a flexibilização de uma série de garantias individuais quando há suspeita de terrorismo.
No caso de Jean Charles a história tornou-se trágica porque a super inteligência da Scotland Yard encontrou um cartão de academia na mochila com explosivos que não detonaram - que foi deixada na estação de metrô no dia anterior - no qual constava o endereço do prédio - sim, um edifício com vários apartamentos - onde Jean morava.
Tivessem feito a investigação devidamente, e executado o verdadeiro terrorista, teria sido não uma desgraça, mas uma solução. Não, eu não defendo o Direito Penal de Terceira Velocidade - que é justamente essa flexibilização das garantias individuais - mas o que eu quero mostrar é que a mesma história pode ter desfechos diametralmente opostos.
O que é difícil entrar na minha cabeça, contudo, é a crueldade que acomete algumas pessoas. Eu ia escrever "crueldade humana" mas me recuso a aceitar que a crueldade seja algo inerente à minha espécie.
Eu explico, logo que acabei de ver o filme, entrei no meu perfil no Filmow para atualizar minha lista de filmes já vistos. Entrei na página do filme e comecei a ler os comentários das pessoas. Primeiro aqueles comentários inúteis porque as criaturas partem do pressuposto de que filme brasileiro não presta então já vêem com má-vontade, na expectativa de caçarem os defeitos. Mas ok, cada um extrai de um filme o que é capaz mais lhe apetece.
Mas eis que me deparei com os comentários cruéis: as pessoas diziam que o filme não tinha valor porque tentava transformar um "trambiqueiro" em um herói "porque morreu". Às vezes dá vontade de dizer: criatura, e desde quando se mata um ser humano por causa de trambiques?? Gente, ajudar brasileiros com visto/passaporte falso é crime passível de morte em que lugar do mundo, pelamordedeus?
Não há como não se chocar com um ser humano que é brutalmente assassinado quando não deu o mínimo indício de que seria uma ameaça pra quem quer que fosse!!
Não há como não se chocar com um ser humano que é brutalmente assassinado quando não deu o mínimo indício de que seria uma ameaça pra quem quer que fosse!!
Sem contar que o filme é de uma sensibilidade ímpar, e longe de querer "enaltecer um trambiqueiro" mostra um ser humano - que por isso mesmo erra e acerta - que não era nenhum santo, mas era solidário e trabalhador, e que de forma alguma merecia morrer assim tão jovem, muito menos desta forma.
Não, ele não foi herói, não virou mártir e nem pediu pra fazerem um filme com a vida ele. Então, antes de fazer discursozinho patético pense que podia ser você no lugar dele!
Vale muito à pena ver:
Vale muito à pena ver:
25 abril 2012
Felicidade
Eu queria estar feliz. Eu queria acordar e ir dormir feliz. Não, eu não tenho a ilusão infantil de que a felicidade é algo perene e constante. Eu sei que são momentos. Momentos felizes. Eu os tenho. O problema é que eles só têm a chance de aparecer em curtos lapsos temporais da minha rotina atual. Eu não programo o que fazer nos feriados. Eu não tenho feriado. Todos os dias são iguais. Quero dizer, alguns dias são diferentes porque as outras pessoas não trabalham, e aí elas arrumam alguma coisa legal pra fazer. Eu tenho que continuar minha rotina, mesmo nesses dias. Porque as pessoas que têm feriados são pessoas felizes. Quando estão no feriado não pensam que deveriam estar trabalhando. Aproveitam o tempo livre, simplesmente. carpe diem. Eu fico o tempo todo fazendo simplesmente duas coisas: estudando ou pensando que deveria estar estudando. Até nos horários designados (por mim) para descanso, são por mim mesma surrupiados, afinal de contas, sempre tem aquele horário que tava contando como estudo, mas eu fui ler alguma notícia inútil... então eu vivo numa sucessão de momentos infelizes. Não tenho dinheiro para fazer planos. Não tenho tempo para essas coisas, meu tempo é para estudar. Não tenho direito de ser feliz se não sou capaz de pagar minhas contas. Não posso ser feliz agora, estou ocupada. Não existe carpe diem, agora. Existem dezenas de milhares de letras para juntas, umas das outras, serem lidas... Às vezes eu fico querendo me acordar dizendo: - você tem casa, comida, roupa lavada e saúde, tá reclamando do quê? Quantas milhares de pessoas não prefeririam estar no seu lugar? Vai lá, troca com elas! Mas o ser humano não é bem assim, aliás assim é exatamente como o ser humano é: um espelho, só enxerga seu reflexo, só enxerga a si mesmo. Ninguém pensa nos problemas do mundo quando eles não lhe dizem nada sobre como resolver os seus próprios problemas. É egoístico, mas é também fruto do instinto de sobrevivência. A gente é muito mais capaz de ajudar o outro quando tiramos e espelho da nossa frente. E o espelho só sai de lá quando a gente tá feliz.
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21 abril 2012
Balanço
Acho que eu gosto tanto de balanços - não os balanços de parque, aliás até gosto dos balanços de parque, mas não quero falar deles hoje - porque sou libriana. Gosto de equilíbrio - talvez devesse gostar mais da gangorra, no parque... - mas ô coisinha teimosa é o tal do equilíbrio!
Quando eu criei este blog, em 2006, eu aspirava a postagens frequentes e dezenas de leitores assíduos - nada mais equilibrado. Quase 6 anos depois eu não consegui nenhum destes dois objetivos. E hoje isto não é algo que me deixe frustrada, afinal de contas eu não me empenhei de fato para isso, de modo que se o blog não é pop entre os blogs é obviamente porque ele sequer teve a chance de ser. De qualquer forma eu sinto um pouco de orgulho de manter o blog (in)ativo por quase 6 anos. Eu consigo ver como eu mudei pelas letrinhas salvas nos arquivos de postagem...
E o fato de que ninguém realmente lê isso aqui - as parcas visitas eu atribuo a pesquisas de termos no google, as quais eu sinceramente acho que não encontram no blog uma boa fonte - é o que me fez querer escrever aqui hoje. Escrevo pra mim. Para que daqui mais alguns anos eu possa ter um esboço de como minha vida é hoje, afinal de contas, se o blog não fez sucesso sendo despretensioso e impessoal como eu previra no início, agora que eu tenho umas reflexões mais introspectivas ele definitivamente não vai deslanchar!
Sobre esse período de mais de um ano em que fiquei realmente ausente (a última postagem é de março de 2011!!), eu poderia justificar - para mim mesma, ressalto - que não postei no blog porque estive ocupada com estágio, provas e monografia, quando ainda na faculdade, ou que estive estudando para OAB e concursos e por isso não tive tempo. É, mas como eu não gosto de enganar as pessoas - e muito menos a mim mesma - resolvi que não vou ficar com justificativas tolas, afinal de contas, se eu estivesse tão ocupada assim não estaria em dia com a sétima temporada de How I met your mother, ou com a quinta de The big bang theory!!
O fato é que eu não escrevi porque não quis. Não tenho temperamento para ser daquelas bloggueiras que procuram os assuntos mais legais e atuais para escrever para seus fiéis e ávidos leitores! Ora, veja! Eu sequer sou uma autora fiel ao meu blog, como posso esperar isso de outras pessoas? Pra encurtar a estória: vim escrever porque deu vontade :) e isto não significa que as postagens serão frequentes a partir de agora - aliás, muito provavelmente não serão!
Mas então vamos ao pequeno balanço: eu andava meio abusada dessa vida de concurseira - que parece que não vai
ter fim - e percebi que apesar de achar que estou estagnada, não estou. Tenho progredido em vários aspectos da minha vida: em 2006 eu não tinha entrado na faculdade (e muito menos saído), nem saído do país, nem encontrado o amor da minha vida. Mas não é a isso que me refiro, falo de progressos sutis: um pouco mais de paciência, a noção de que preciso ser um pouco mais tolerante, um jeito mais saudável de levar a vida... e talvez seja até por isso que eu tenha deixado o blog - que sempre me pareceu algo meio teen - totalmente meio de lado.
Mas o fato de que eu aos 10 anos achava que aos 25 eu teria casado viajado o mundo e estaria trabalhando no lugar mais recompensador - em todos os aepectos - é um tanto quanto revelador das minhas improváveis expectativas infantis... eu podia ter programado tudo isso para os 35, então não estaria com esta sensação de que tem alguma coisa errada agora. Mas o fato é que quem guia minha vida sou eu, aos 25, e não a criança de 10. Então Fauzinha, vá terminar de fazer o dever de casa para poder ir brincar enquanto Fau, aqui, vai estudar mais um pouco de direito constitucional neste sábado tão lindo de abril.
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