Não existe fórmula para o sucesso, exceto, talvez, pela aceitação incondicional da vida e do que ela traz.
[Qualquer tipo de semelhança com a realidade pode ser/é mera coincidência]
26 maio 2012
18 maio 2012
Saudosismo
Eu fui uma criança feliz - tive quase todos os brinquedos de menina - e alguns de menino, também - que aparecem aqui:
Brinquedos Antigos
Brinquedos Antigos
17 maio 2012
Futuro
Essa vida de estudar para concursos é no mínimo enlouquecedora - é, esqueci de avisar, mesma ladainha dos últimos tempos, mas se estás lendo é porque queres. O fato é que não se tem tempo. O tempo que se tem, e que parece infindável para as pessoas que nunca estudaram para concurso - vestibular não vale! - é totalmente direcionado para uma atividade exclusiva: estudar. Só que como são pessoas e não máquinas que estudam, de modo geral, o aproveitamento do estudo não se mantém constante durante as seguidas horas do dia, ou durante os dias da semana. Como tem tempo para estudar, o concurseiro, a pessoa que estuda para concursos acaba por ter alguns momentos mais propensos a reflexões - principalmente sobre a sua vida, nas três dimensões temporais: passado, presente e futuro, e nesta última com mais afinco e insegurança.
A questão é que me peguei viajando nisso no meio de uma vídeo-aula de direito previdenciário. E fiquei pensando: será que algum dia eu vou ser realizada com o meu trabalho? E eu falo realizada no sentido de satisfeita com o trabalho que desempenho, satisfeita quase orgulhosa. Não tou falando de status, de ocupar um supercargo de autoridade pública, nada disso. Falo da sensação de esforço recompensado, de cumprir o seu dever. E então me pergunto: eu tenho vocação pra quê? Não consigo encontrar uma carreira jurídica, ou não-jurídica, que acelere as batidas do meu coração, que me faça querer chegar lá de todo jeito, não! É como se qualquer função que eu venha a desempenhar se resuma a um feixe de tarefas que precisam ser concluídas. E aí percebi que isso não traz realização. Então fiquei desestimulada para estudar e prestar um concurso de uma carreira que eu não escolhi, mas a que fui levada a fazer por circustâncias de tempo e espaço. E agora estou angustiada achando que não vou encontrar nada que me satisfaça plenamente nesta vida.
14 maio 2012
Sem pé nem cabeça
Se tem uma coisa que eu queria que fosse minha principal característica é a serenidade. Queria que me definisse, que todos que eu conheço me reconhecessem através dela. Mas isso nunca esteve tão longe de acontecer. Eu sou impaciente, abuso-me facilmente, chateio-me mais ainda. Sou ansiosa, imediatista, teimosa, odeio ser contrariada - e quem gosta? Veja bem, não sou chata, sou bastante agradável - nas CNTP, devo advertir =P Eu nunca tenho culpa de nada - de errado ou ruim, claro!
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Então, sabe quando você estão tão estressado que só consegue ver as coisas pelo lado negativo? Eu tava meio assim. É que tudo tem dois lados - pelo menos - então você pode escolher qual vai ser o lado mais relevante para você. O problema é que quando a gente está impaciente, só importa o lado ruim, o trabalho que vai dar, o tempo que vou perder mimimimi... Mas quando a gente consegue ajustar o foco, desembaçar a vista e deixar tudo mais claro, a equação é bem simples: por que não escolher o lado positivo, simplesmente? Se as coisas têm que ser feitas, melhor aproveitar algo no meio do caminho a ficar resmungando e se queixando feito um velho rabugento. Engraçado eu falar isso, acho que se qualquer pessoa da minha convivência atual fosse ler este texto duvidaria da autoria. Claro! Eu estou própria jovem rabugenta. Impaciente. Irritadiça. Não, amigo, tpm não dura o mês inteiro - ou pior, meses a fio. O fato é que às vezes é meio complicado parar um pouco, calibrar o discernimento e ver as coisas com mais clareza. Espero que o que estou sentindo não seja só um lampejo... que seja duradouro.
É que eu estou estudando pra concurso - não digo que sou concurseira, eu não sou isso, eu estou estudando para fazer umas provas de concurso, é temporário! - e isso é beeem mais estressante do que pode parecer - viu que não é culpa minha? A pessoa estuda, mas os outros pensam que é só uma desocupada que pode fazer qualquer coisa a qualquer hora, afinal, só tá estudando! Tá, já comecei a resmungar!
05 maio 2012
Crueldade
Eu acho impressionante como as pessoas conseguem ser cruéis. Acabei de assistir ao filme Jean Charles, que conta a história de um eletricista de uma cidadezinha de Minas Gerais, que foi trabalhar em Londres e acabou sendo executado dentro do metrô porque foi confundido com um terrorista. Os policiais britânicos que assassinaram o rapaz fizeram isso porque em países que lidam com o terrorismo, digamos assim, se admite a flexibilização de uma série de garantias individuais quando há suspeita de terrorismo.
No caso de Jean Charles a história tornou-se trágica porque a super inteligência da Scotland Yard encontrou um cartão de academia na mochila com explosivos que não detonaram - que foi deixada na estação de metrô no dia anterior - no qual constava o endereço do prédio - sim, um edifício com vários apartamentos - onde Jean morava.
Tivessem feito a investigação devidamente, e executado o verdadeiro terrorista, teria sido não uma desgraça, mas uma solução. Não, eu não defendo o Direito Penal de Terceira Velocidade - que é justamente essa flexibilização das garantias individuais - mas o que eu quero mostrar é que a mesma história pode ter desfechos diametralmente opostos.
O que é difícil entrar na minha cabeça, contudo, é a crueldade que acomete algumas pessoas. Eu ia escrever "crueldade humana" mas me recuso a aceitar que a crueldade seja algo inerente à minha espécie.
Eu explico, logo que acabei de ver o filme, entrei no meu perfil no Filmow para atualizar minha lista de filmes já vistos. Entrei na página do filme e comecei a ler os comentários das pessoas. Primeiro aqueles comentários inúteis porque as criaturas partem do pressuposto de que filme brasileiro não presta então já vêem com má-vontade, na expectativa de caçarem os defeitos. Mas ok, cada um extrai de um filme o que é capaz mais lhe apetece.
Mas eis que me deparei com os comentários cruéis: as pessoas diziam que o filme não tinha valor porque tentava transformar um "trambiqueiro" em um herói "porque morreu". Às vezes dá vontade de dizer: criatura, e desde quando se mata um ser humano por causa de trambiques?? Gente, ajudar brasileiros com visto/passaporte falso é crime passível de morte em que lugar do mundo, pelamordedeus?
Não há como não se chocar com um ser humano que é brutalmente assassinado quando não deu o mínimo indício de que seria uma ameaça pra quem quer que fosse!!
Não há como não se chocar com um ser humano que é brutalmente assassinado quando não deu o mínimo indício de que seria uma ameaça pra quem quer que fosse!!
Sem contar que o filme é de uma sensibilidade ímpar, e longe de querer "enaltecer um trambiqueiro" mostra um ser humano - que por isso mesmo erra e acerta - que não era nenhum santo, mas era solidário e trabalhador, e que de forma alguma merecia morrer assim tão jovem, muito menos desta forma.
Não, ele não foi herói, não virou mártir e nem pediu pra fazerem um filme com a vida ele. Então, antes de fazer discursozinho patético pense que podia ser você no lugar dele!
Vale muito à pena ver:
Vale muito à pena ver:
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