11 agosto 2006

Expedição Olinda - Parte II

Depois de descer uma ladeira enorme que - como diz minha amiga Bel - nunca no Brasil que eu vou me lembrar o nome, chegamos – eu e Maria - ao Mosteiro de São Bento. Ainda no pátio, do lado de fora da igreja um homem perguntou de onde somos e, com a eficiência artística de Maria: - A gente é daqui de Olinda mesmo. E nisso o homem falou: se nunca tiverem entrado na igreja, entrem com o pé direito! Eu assumo que parecíamos turistas. Turistas de qualquer lugar, menos da França [não que eu tenha problemas com os franceses, só há uma ressalva para os turistas franceses!]. Pois bem, entramos com o pé direito na igreja, que não estava cheia. Havia alguns meninos trabalhando como guias mirins. Um deles, de quem só fui saber o nome na saída, se aproximou de nós e ressaltou que se quiséssemos tirar fotos com flash deveríamos ficar longe do altar. [Nem câmera levamos, mas essa é outra história, talvez eu conte depois]. Nos aproximamos do altar e o menino nos seguiu. Falou muitas datas e coisas das quais eu não me lembro, porque eu fiquei realmente fascinada com aquela igreja. Eu não gosto de missas, mas as igrejas são construções que, inexplicavelmente me atraem. Ouvi algo sobre missas em latim! Desfrutei um pouco do silêncio do lugar. Não era um silêncio ausência de som, era uma sensação de paz, porque havia um canto gregoriano de fundo, que se encaixava perfeitamente com a atmosfera do lugar. Quero voltar lá várias vezes. Depois de alguns minutos juntamos alguns trocados e [não sei se é costume, mas nos pareceu conveniente] entregamos ao nosso guia, José Carlos. Ele saiu acompanhado por outro garoto e ficamos apreciando a fachada da igreja por mais alguns segundos. Eu vi um homem que estava ao lado da sacristia, um padre, eu acho, parecia ter saído de um filme da Idade Média, fiquei um tanto assustada com aquela imagem: uma barba branca enorme, uma batina marrom, se movimentando lentamente... Enfim, nos viramos pra ir embora e vimos um grupo de garotos tentando usurpar do pequeno José Carlos, as moedas que lhe demos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Foi isso msm!!