[Qualquer tipo de semelhança com a realidade pode ser/é mera coincidência]
30 junho 2007
Esquisitice
Sabe que eu acho engraçado como as pessoas se chocam quando eu falo que eu não quero casar nem ter filhos? E é engraçado porque devem me imaginar velhinha e solitária numa cadeira de balanço sem ter um netinho pra me fazer companhia hahaha eu não penso assim. O fato de eu não querer me casar não significa que eu não possa namorar e ter amigos!! Eu simplesmente não quero me casar porque eu não acho que eu vá encontrar um homem que queira passar a vida inteira comigo aguentando as minhas imperfeições e, acima de tudo, me respeitando. Até porque as pessoas mudam muito durante a vida, de modo que hoje eu não posso dizer se daqui a 20 anos eu vou estar trabalhando com Direito, ou gostando do mesmo tipo de filme que eu gosto hoje... Como eu vou saber que eu vou estar com a mesma pessoa até que a morte nos separe?? Tudo bem que eu não vou mudar sozinha e a pessoa que, supostamente, estiver comigo também vai mudar. O que torna as coisas ainda mais difíceis. Veja bem, o que pode me fazer pensar que depois de nós dois vivermos nos modificando, estaremos num consenso como o que parecia indestrutível no início da relação?? Tá, pode me chamar de imatura e pode falar que quando chegar a hora certa eu vou saber e vou querer casar. E isso me lembra uma coisa que não tem nada a ver, mas tem tudo a ver: o simples fato de eu não beber bebida alcoolica faz várias pessoas que bebem me falarem que é uma questão de tempo até que eu passe a apreciar tais bebidas, como se fosse a ordem natural das coisas ¬¬ Tá, eu não digo que eu não vá mudar de opinião, também não digo que vou, ou seja, não há como prever o futuro, não há como falar em constância. Mas voltando à questão central, eu acreditei em Renato Russo quando ele disse que "o pra sempre, sempre acaba". E casar pra depois separar não faz o menor sentido pra mim: melhor não casar =P pra mim casamento não é testar pra ver se dar certo, casamento se configura por uma união legítima entre duas pessoas - não necessariamente homem e mulher, eu acrescentaria - e tem pretensões de perenidade. Não que eu ache que se deva insistir em um casamento no qual nenhuma das partes se sente bem com a situação. Aaah cansei de tentar explicar essas loucuras que eu penso!
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17 comentários:
Muito esquisita essa Fau, mas muito lúcida em tudo o que diz.
Porque tuh eh assim, hein? =)
B-e-i-j-ã-o
p.s.: Um dia te ensino a dançar...
uhauhhauuhahauahhahhauhauuhauhauhau
acho que eu já tinha te dito antes: tu me fizeste rever o conceito casamento-filhos-netinhos felizes que eu tinha ;P hoje em dia a maioria das pessoas não tem noção do tamanho da responsabilidade que se assume com um casamento, e vive experimentando...
e sobre bebidas, no comments. Já desisti de argumentar com essa galera que tenta me convencer que é legal tomar uma bebida que me deixará com ressaca, que arde e não é gostosa ^^
;***
Diniz:
Eu sou esforçada, um dia eu aprendo aí só vou dar show =)
;*
Mari: a tua definição da bebida foi a melhor!! Eu acrescentaria o que os cachaceiros diriam "aos poucos você se acostuma" ¬¬
;***
Já que tomar banho de sol deixa as pessoas mais escuras, consequentemente, tomar banho de lua deixaria as pessoas mais claras.
Fau, cuidado ao sair hoje à noite. Por via das dúvidas, use protetor lunar.
Beijão
p.s.: Olha a lua! =)
Eu pensei em fazer uma estorinha. Uma espécie de fábula, num tom adequado para te fazer convencer do contrário do que pensas em relação a se casar e ter filhos. Um esboço da fabulinha logo se fez, mas, pensando bem, você não precisa ser convencida do contrário, não se trata disso, na verdade, não faz a menor diferença.
A questão toda é que sua decisão, nesse momento da sua vida, é irrelevante, de fato, de que ela te serve agora? Não precisas tomar essa decisão já ou antes, pois não terás como arcar com as consequências dessa posição ainda e por isso mesmo sua resolução quanto a filhos e casamento é frágil. Declarar uma decisão dessas é, no mínimo, uma preciptação, daquele tipo totalmente desnecessário. Isso fica ainda mais evidente quando tudo o que tens é um achismo, um palpite pessimista de que provavelmente não encontrás a pessoa “certa”, isto é, que te respeite como és eternamente, que goste de você verdadeiramente e etc. A cada vez que afirmas esse tipo de coisa, é como se tentasses desacreditar a si mesma uma espécie de utopia do amor. Mas o ponto é que não faz sentido pensar em termos dessa utopia, porque não existem amores perfeitos. Não são os amores ideais que se tornam possíveis e sim os amores possíveis que se tornam ideais, nós o fazemos ideais, até porque esse conceito de ideal romântico é muitas vezes descoberto no meio do caminho e não advindo apenas de idéias pré-concebidas. É bom que seja assim.
Um dia chegará em que poderás tomar essa decisão e aí sim ela será relevante. O curioso também é que as probabilidades estão a favor do fato de que você irá encontrar alguém com quem dividirá sua vida – num conceito mais abrangente de casamento – e terá filhos. Se essa pessoa será “perfeita” ou ideal para você segundo seus conceitos, você não terá como saber com 100% de precisão quando do momento da decisão, por uma razão muito simples, não és vidente e as pessoas mudam com o tempo, para pior ou para melhor e você simplesmente não tem como garantir o futuro, nem que ele lhe será pior, nem que ele lhe será melhor. O futuro é uma aposta. Amar também não deixa de ser, acreditar na aposta que fazemos.
Eu me pergunto se, hipoteticamente, já te confrontastes seriamente com esse dia. Eis um quadro: estarás apaixonada por alguém e alguém estará apaixonado por você e vocês estarão namorando. Isso é perfeitamente possível, concorda? Pois bem, independente do fato de você já ter ou não demonstrado suas convicções acerca de levar “uma vida a dois” e de não ter filhos para seu namorado, ele poderá muito bem ignorar isso e “pedir-te a mão” – considere uma metáfora para partilhar suas vidas, sem necessariamente um contexto religioso, mas que não exclui a possibilidade de filhos - ainda assim. Ao fazer isso, ele acreditará estar te dando uma prova de amor e o fato de ele ignorar as citadas convicções só potencializarão tal prova, pelo menos do ponto de vista dele. E lá estará você na encruzilhada do amor e da razão. De repente, todas as várias vezes em que tivestes exclamado aquelas duas resoluções, não parecerão tão fortes quanto pareciam, muito pelo contrário, dificilmente (olha aí as probabilidades) resistirão ao seu coração apaixonado dizendo-lhe para apostar, pois, de fato, há a possibilidade de dar certo. Se nesse dia e daí em diante, tuas duas convicções “triunfarem” sobre teu par, terás então tomado uma decisão de relevância e aí poderás arcar com as consequências da decisão para o resto da vida.
Porque amar, partilhar uma vida e criar filhos é coisa de gente corajosa e para esse tipo de intrepidez a natureza educou a espécie muito bem, já beber álcool é coisa que não leva a nada mesmo, só a alguns arrependimentos eventuais, continue não bebendo! =)
Diniz: Ainda não achei uma loja que venda o tal protetor haha
;*
V.:A minha intenção quando escrevi pela primeira vez neste blog [e não sabia, e ainda não sei, por quanto tempo vou continuar escrevendo] foi de organizar as coisas que eu penso de modo que daqui a 1, 3, 5 [...] anos eu saiba como funcionava minha cabeça. Isso pode te levar a achar que eu quero “cartaz”, afinal eu poderia manter tudo em arquivos devidamente datados e organizados longe de olhos e mentes alheias. A questão é que quando há a possibilidade de outras pessoas lerem o que tu escreves a tendência é que tu faças o melhor que podes. [Eu, pelo menos, penso assim].
A partir do momento em que eu publico um texto aqui, qualquer pessoa – que saiba ler em português – pode achar o que quiser das minhas palavras. De modo que eu entendo que você ache desnecessário e precipitado declarar minha decisão, afinal as pessoas são diferentes e cada uma tem suas experiências [únicas] na vida. O fato de isso ser um achismo pra mim não quer dizer que se trata de uma decisão frágil, apenas que existe a possibilidade [remota e improvável, eu diria] de que eu mude de opinião quanto a isso. Até porque se tem uma coisa que eu tenho tentado nesses últimos tempos é a não afirmar as coisas categoricamente.
O que eu achei mais engraçado é que você mesmo falou que eu não preciso ser convencida de que eu vou me casar e que terei filhos e blá, blá, blá, e esta me pareceu sua maior tentativa com esse comentário. E uma coisa eu digo, eu não tenho que te convencer do contrário =P
E quanto ao fato de eu não saber se a pessoa será “perfeita” ou ideal para mim segundo meus conceitos, é muito claro, pra mim, que se eu não acreditar que há 100% de chance de funcionar, eu não vou apostar. Covarde, comedida, prudente, idiota, não importa, é essa a postura que eu assumi [comigo], e por mais que seja difícil de entender [ou até fácil, se se observar da perspectiva da minha imaturidade], isso é algo que parte de mim, e fica em mim mesma, não é um pleito democrático.
O curioso nisso tudo é que poderia ser o contrário: eu sonhar que encontraria o alguém que me amaria por toda a sua existência e seria pai de uma prole linda - e eu poderia vir a nunca me casar!! E afirmar isso seria precipitação do mesmo jeito, afinal eu também não estaria com casamento marcado etc. E eu suspeito que se eu tivesse escrito desse modo, você não viria aqui pra dizer que eu estaria certa por acreditar que deveria apostar que um amor possível poderia se transformar em ideal.
=)
Eu só queria clarificar algumas coisas:
1 - Nunca, jamais, em momento algum, passou pela minha cabeça que esse blog fosse um "cartaz". Acho-o ótimo, justamente pq ele te leva a tentar fazer o melhor que podes. =)
2 - Ser corajoso(a) muitas vezes significa se preciptar. É preciso ter senão muita coragem para afirmar o insólito, sobretudo quando diz respeito a si mesmo(a), logo não te acho covarde, nem idiota, nem comedida, nem prudente, mas um pouquinho preciptada, ahhhhh, isso eu te acho sim. =P Mas essa é só a opinião de um zé ninguém, que não necessariamente precisa ser verdade.
3 - "esta me pareceu sua maior tentativa com esse comentário". Se houve ali qualquer tentativa, foi rélis e vã, até pq não parece ser o tipo da coisa que se prova com argumentos, mas com experiência, talvez. E aí, talvez sua experiência, e ela apenas, te prove isso no futuro, novamente, talvez.
4 - "é muito claro, pra mim, que se eu não acreditar que há 100% de chance de funcionar, eu não vou apostar". O ponto nevrálgico do meu argumento é que, na prática, esses 100% - que na verdade de 100% só tem aparência - podem te enganar, são tantas variáveis nele envolvidas, algumas das quais envolvendo o futuro, que muito facilmente confundimos esses 100%. Eis minha tentativa: fazer você ter isso em mente. Se por acaso confundires esses 100%, não ache que foi o fim do mundo, pois é normalíssimo, chama-se humanidade. Uma aposta não é uma aposta se não há a chance de perdermos. E aí, o amor é ou não, de certa forma, uma aposta? Se acreditas que é e uma aposta não é uma aposta se a chance de sucesso for 100%, então talvez fosse bom retificar o "se eu não acreditar que há 100% de chance de funcionar, eu não vou apostar", porque desde já saberias que se é uma aposta, pode haver um risco, ainda que mínimo de dar errado. Quem "aposta" com 100% de chance é trapaceiro, ora! Sua trapaceira!! hahahaha. =P
5 - O curioso é que eu me garanto de apostar com a srta., de que vais sim encontrar um cara legal com quem dividirá uma vida e terá filhos. Confio que as probabilidades estão a meu favor nessa aposta. Queres apostar? 20 anos para que a aposta prescreva, tá legal? Que tal uma viagem para o havaí? Se ao passares dos 40, não tiveres tido filho, eu pago! Ah! Caso percas, não vale fugir do país não, hein!!! =P
=)
Estou passadaaa!!!!
Quantas emoções!!
Ameeei!!!!
hahahahhahahahahahaaha
Fau, você vai casar e vai ter 3 filhos!!!! =xxx
E esse V. aí...hummmm....essa alma quer reza!!! hahahahahahahahahahah
Ele quer é ir pro Havaí contigo!!!
Por que vocês não trocam MSN?? =D heheheheheh
Beijooo irmã!!!!
p.s.: "V.", se por acaso você vir esse meu recado não precisa discorrer de modo filosófico sobre o meu singelo comentário, foi só uma brincadeira tá? ehehehehhehe
=)
Gostei do "Imagine um título legal aqui"
E os textos... parece muito comigo, há uns 3 ou 4 anos atrás, ou seja, tem uma coisa q eu concordo, a gente muda =P
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Comentário excluído
Esta postagem foi removida pelo autor.
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Alguém viu do que se tratava? De repente fiquei curiosíssimo! =D
Faço um apelo ao "autor":
- Let it be!
P.S.: Uma jujuba pra quem me disser! =)
V.: sem apostas =P
Renata: Como assim eu vou casar e ter 3 filhos??? hauhauhauhauhuahuh
;***
Bruno: Valeu, mas qnd tu apareceres por aqui de novo conta o que tinha no comentário que tu apagaste ;)
Ps: Esse blog nunca foi tão pop assim!
Muito justo, Violeta.
Ah! E Renata, veja só você: ela tem meu msn, ou tinha, ou... enfim...
Au revoir!
Ps: Preciso começar a alugar esse meu magnetismo...
Faz sentido tudo que você falou, mas se for entrar em um relacionamento que tenha como finalidade durar a vida toda, acho que não dá certo MESMO, mas um relacionamento existe para ser vivido e estar junto da pessoa de que se ama, se um dia esse amor acabar, paciência. E eu apoio você não querer ter filhos, eu também não os quero!
Bora assinar os comentários, né? ¬¬
Desculpa não assinar, você não me conhece, mas tem gente que não ficaria feliz de me ver postando aqui.
=\ ... =/ ... =\ ... tsc tsc tsc.
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