Na manhã seguinte Nizclau resolveu conversar com tia Valéria na escola. Não achava justo que todos os seus coleguinhas - inclusive seu melhor amigo, Clóvis - fossem fazer trabalhos sobre os animais vertebrados e a ele coubesse uma pesquisa sobre insetos.
Eu poderia fazer um bom trabalho sobre peixes - pensava ele.
Tia Valéria, contudo, discordou e manteve sua posição argumentando que ele se comportara mal no dia anterior e, além do mais, dizia ela, falar de um inseto não há de ser tão ruim assim... É você, Nizclau, quem vai escolher o inseto. Seus coleguinhas não tiveram essa chance, eu designei o animal que cada um pesquisará.
Nizclau não havia desistido de convencer tia Valéria a mudar de idéia, mas achou que insistir, naquele momento, não ia adiantar.
Foi sentar no pátio, ao lado de Clóvis, que olhava para o chão. Parece triste, pensou Nizclau.
- Cuidado! - Clovinho gritou.
Nizclau se assustou e deu um pulo para trás.
- O que aconteceu?? - perguntou.
- Você ia pisar na formiguinha!!
- Ah, Clovinho, uma formiguinha?! - disse e sentou-se.
- Uma formiguinha, sim, Nizclau! Você não ia gostar que aparecesse um gigante e te pisoteasse até a morte.
- Nunca ouvi dizer que tem gigantes por aqui, Clovinho, e as formiguinhas tão acostumadas com essa vida. No jornal do formigueiro já nem colocam mais casos de morte por pisoteamento humano!!
Clovis, pareceu ofendido, mas Nizclau gostava da brincadeira e continuou:
- Além disso, duvido que você nunca tenha matado uma formiguinha!
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