Fui reler o texto anterior e reparei que eu falei que ia me aproveitar de ter perdido o tom e nem fiz isso! Então vou fazer isso agora, antes que eu perca (de novo) o rumo. A idéia era falar de música. De como a vida sem música deve ser chato. Não vou falar da questão dos deficientes auditivos. Não quero entrar nesta seara. A idéia é simples constatação de como pode ser assustadoramente maravilhosa a idéia de você escutar Lenine (eu poderia colocar muitos outros artistas, mas Todas Elas Juntas Num Só Ser me impeliram a colocar Lenine). E escutar Lenine ao vivo é ainda mais fantástico. Na verdade, eu nem me lembro se já ouvi Lenine tocando de perto. Mas num sei porque, lembro dele no Marco Zero, e a sensação é tão viva em mim, que eu acho que já vivi, isso. (Eu ia falar de como, às vezes, eu penso que já vi uma cena em um filme, quando na realidade eu li a cena, mas isto não tem nada a ver com o tema do texto então vou deixar pra mais tarde, ou não). O foco é a música. Não sei tocar instrumento algum. Canto tão bem que até meu namorado já me pediu pra parar de cantar. Mas ouvir música é algo que, modéstia à parte, eu sei fazer. E eu não falo em ouvir música identificando notas, tons, afinação, guitarras etc, etc, etc. Falo de sentir a música. E isso não se faz com qualquer música, nem em qualquer situação. Nem tem a ver também com identificação com a letra da música. Falo dos sons. Sentir os sons encaixados nas palavras e a melodia tomando conta. Acho que eu adoro sentir música.
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