15 abril 2010

Império do absurdo

Já reparou como a gente trata bem as pessoas desconhecidas? Eu tava pensando nisso e achei tão cruel. Não que seja algo que eu só tenha constatado agora, no alto dos meus 23 anos (hahaha), mas é que só agora refleti a respeito...
É como se quanto menos você conhece a pessoa, melhor é o tratamento, ou seja, mais paciência, tolerância, cordialidade... (exceto se você estiver no trânsito haha) são dedicadas a ela. São grandezas inversamente proporcionais.
E, por outro lado, a gente sabe ser rude, grosseiro, impaciente, insensível... justo com aquelas pessoas que a gente ama, com aquelas pessoas que amam a gente...
Não digo isso porque acho que deveríamos inverter as coisas a ponto de evitarmos ser polidos com os desconhecidos e sermos amáveis com as pessoas próximas, não!
O que fazemos com os desconhecidos é apropriado/coerente/sensato. O equívoco está em acharmos que as pessoas que amamos (e justamente por sua recíproca) é que estão fadadas a aturar impaciência, agressividade, fúria, ou qualquer sentimento negativo que desperte em nós.
A gente não percebe que aquela pessoa com quem fomos cordiais, por educação, talvez nunca mais repouse os olhos em nós.
Esquecemos a polidez, momentaneamente, diante de pessoas que são importantes pra nós.
Esquecemos de dar valor a quem merece. E às vezes, até por educação. Isso mesmo, para sermos educados com os desconhecidos esquecemos de dar valor a quem realmente merece!!
Ps.: Não, este post não é um pedido de desculpas =P

Um comentário:

Resna disse...

SAUDADE demais;
ORGULHO demais;
AMO demais.