10 agosto 2006

Expedição Olinda - Parte I

Eu ia descrever sumariamente tudo que eu e Maria, fizemos quando nos aventuramos na [intitulada por mim] Expedição Olinda. Eu ia descrever. Mas como já faz alguns dias, eu devo ter me esquecido de detalhes importantes. Desisti do diário de bordo póstumo. Decidi fazer algo diferente. Lembrar das coisas desordenadamente e tentar encontrar conexões entre elas. O que primeiro me vem à mente quando lembro desse dia são os turistas franceses tomando sorvete de graviolá. Assim mesmo, com acento no último a. Isto me faz esboçar um sorrisinho maldoso de superioridade. Mas não dura um segundo. A lembrança seguinte é que enquanto eles estavam degustando os mais variados sabores de sorvete... de mangaba a cupuaçu, ficamos, eu e Maria, pacientemente esperando que a meia dúzia de franceses terminasse de fazer os infinitos pedidos aos atendentes da sorveteria. Esta cena patética me indignou! Como eu pude passar oito ou dez minutos morrendo de calor naquela sorveteria esperando 2 funcionários atenderem aqueles turistas franceses? Se fossem brasileiros não haveria tanta cerimônia. A moça nos atenderia de pronto, enquanto o rapaz continuaria a servir os turistas. Não tenho dúvidas de que seria assim. Comentei com minha companheira de expedição a singularidade da situação. Eu estava pronta para ir embora. Tomássemos o sorvete em outro lugar e os franceses que se deleitassem. Mas minha amiga Maria, que não raro me surpreende, se ergueu e andou em direção ao balcão fazendo logo o seu pedido! Ao contrário do que eu supunha o rapaz atendeu com presteza. Fiz o meu pedido também. Pagamos e quando olhamos para a mesa que ocupávamos... eles novamente: alguns franceses já se haviam acomodado por lá. Fomos embora, finalmente e tomamos o sorvete, à sombra de uma construção centenária, sentindo no rosto a brisa de Olinda, sentadas na calçada... ao lado do motorista da van que aguardava os franceses.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mto bom esse dia!!! Amanã eu vou de novo!!